Todos os montanhistas e escaladores sabem que, há aproximadamente um ano, saiu uma montanha de diplomas legislativos cuja aplicação se insere essencialmente na regulamentação do acesso às áreas protegidas.
Para os montanhistas e escaladores, organizados ou não em clubes, e cuja razão essencial da sua criação é o usufruto desportivo da montanha, esta legislação é uma espécie de toque de finados da sua continuidade associativa.
Já por várias vezes, no passado, se têm revelado sintomas de uma certa intolerância da parte dos organismos que tutelam as áreas protegidas relativamente ao desejo legítimo do usufruto por parte destes desportistas daqueles magníficos espaços. Ninguém gosta mais de montanhas e de montanhas preservadas que nós. Lembremos apenas que uma das mais importantes jornadas de reabilitação ambiental na Serra da Estrela – “UM MILHÃO DE CARVALHOS NA SERRA DA ESTRELA” - foi iniciativa de clubes filiados (ASE e CAAL) tendo, como não podia deixar de ser o apoio da FPME e de outros clubes seus filiados. Vale a pena lembrar que a criação de qualquer área protegida em Portugal foi sempre acarinhada e apoiada pelos montanhistas. Continuamos a subscrever, com dedicação, a máxima “ NA MONTANHA, NÃO DEIXES MAIS QUE PEGADAS E NÃO TIRES MAIS QUE FOTOGRAFIAS”.
A FPME esteve presente em duas sessões públicas de esclarecimento e debate (?) sobre o Plano de Ordenamento do PNPG. As razões advogadas por parte dos representantes do PNPG para a proibição ou restrição de actividades de montanhismo e escalada nas ditas áreas de protecção total ou parcial I e II, foram para nós incipientes e vagas.É caso para perguntar se esteve alguém ou algum organismo ligado ao Montanhismo e à Escalada que tivesse assento na já referida Comissão Mista de Coordenação que preparou o POPNPG. Acreditamos que esta componente desportiva não mereceu a atenção devida dos responsáveis do ICNB.